Vidas Compartilhadas Balzaquiana
Balzaquiana

Amenidades, pensamentos, diário, fotos e loucuras de uma balzaquiana solteira pertencente ao mundo...



Gosto de pensar que quando eu estou ausente daqui, é por que as coisas estão boas, que eu estou tão bem que não estou nem precisando desabafar, escrever.
O que hoje não é o caso.
A tristeza voltou de novo.
Motivo? Não sei, mas com certeza trabalhar onde trabalho não me ajuda nem um pouquinho.
Na verdade, parece que piora. Mil vezes.
A carga de energia negativa, de puxa saquismo e inveja aqui é tão grande que muitas vezes me derruba.
O trabalho que eu exerço hoje, é muito longe do que eu sempre sonhei pra mim. Muito mesmo.

Com 16 anos eu sonhava em ser médica. Diante de tantas ciências exatas que eu teria que estudar, terminei desistindo.
Fiz intercâmbio e voltei mais indecisa ainda. A unica coisa que eu sabia, era que seria da área de humanas.

Hoje estou à frente de uma empresa fazendo o que me vem com apenas intuição e bom senso. Não gosto do que faço, mas é isso que paga minhas contas e me dá segurança financeira.
Não sou do tipo que pula no escuro, desiste de tudo e vai viver um sonho.
Como milhões de pessoas no mundo, sou uma insatisfeita com meu trabalho. Não consigo acordar feliz em ir trabalhar. Não acho isso real.
Talvez no dia em que eu for ser paga para se editora ou para pesquisar, estudar, escrever eu consiga tamanha façanha.
Hoje, eu luto para conseguir sair desse país, nem que seja por um ano, e aprender um pouco mais. Não vai ser no que eu mais amo, mas vai ser em algo mais paupável, em algo que eu vivo e pelo jeito vou morrer fazendo.

Enfim, se isso for a razão da minha tristeza hoje, pelo menos deixei registrada.


posted by Mari @ 3:37 PM


Segunda-feira, Maio 02, 2011


Ando sem tempo pra postar aqui, entao achei isso hoje e resolvi trazer...

Um dia você vai conhecer uma pessoa que vai ser o amor da sua vida. Mesmo que se na primeira vez não der certo, mesmo que haja distância, mesmo que por algo vocês se separem, ele vai ser sua alma gêmea. Seus destinos estarão traçados, e no final, vocês ficarão juntos, pra sempre. (Igotabitofahistory)

posted by Mari @ 9:38 PM


Sexta-feira, Abril 29, 2011


Vidas Compartilhadas




Hoje recebi dois vídeos que me emocionaram muito. Literalmente falando.

Ambos sobre casamento...

Sou um dos exemplos de mulheres que estão sozinhas. Que não casaram, mesmo querendo e tendo tudo para estar de fato fora do mercado.

Escutei de uma pessoa conhecida há alguns dias, que se eu fosse homem, eu seria um partidão. Sou bonita, trabalho, sou independente, falo 3 línguas, conheço muita coisa do mundo, sou bem conectada, tenho uma cultura legal, adoro ler, estudar e converso basicamente sobre todo assunto que uma pessoa quiser. Então, por que eu ainda estou solteira?
Não sei. E isso me causou muitas noites de insônia.

Sempre achei que eu estivesse solteira por um motivo simples qualquer e que no dia que eu o consertasse, automaticamente casaria com o homem da minha vida. Aprendi, à duras penas, que não tenho um problema como pensava. Na verdade eu tenho mais qualidades do que defeitos. E talvez a procura, a busca é que causa um certo espanto e distanciamento no outro.

Sempre sonhei em casar, ter filhos. Sempre quis o pacote completo, mas terminei ficando mais pro lado alternativo, optando pelo trabalho, estudos, viagens, por rodar o mundo e conhecer lugares e pessoas inacreditáveis. Sempre saí e badalei muito, fui a shows e festas incríveis. Resumindo, eu tenho muita história pra contar, só não tenho PARA QUEM contar. O que eu acho bem triste...

Enfim, um dos vídeos que falei logo no começo desde texto é o trailler do filme independente chamado "Blue Valentine" traduzido pessimamente para "Namorados para Sempre". Estrelado por Ryan Gosling (Diário de Uma Paixão) e Michelle Williams (Brokeback Mountain e Dawson´s Creek). Foi indicado ao Oscar por melhor atriz e injustamente não foi também por melhores filme e ator. É um filme tocante, emocionante e lindo. Não é uma comédia romântica boba, ele fala de como um relacionamento é no começo, do encantamento inicial, da paixão arrebatadora entre duas pessoas, que casam, têm filhos e com o passar do tempo começam a viver a desintegração daquilo tudo. É uma visão de como eles tentam salvar tudo que um dia foi tão bom e tão lindo, de querer reviver os planos feitos e se perguntar várias vezes "Para onde foi o nosso amor?"



Esse filme é um dos que fazem ver que casamento não é fácil. Eu já tinha plena noção disso. Casamento não é a melhor coisa do mundo. Eu tenho pais casados há 33 anos que se amam e se odeiam ao mesmo tempo, e muitas vezes olho para eles e não entendo como ainda estão juntos. Na minha visão egoísta de mulher solteira, que não tem muito a perder e se preocupar, eu não sei se agüentaria o que se tem que agüentar num casamento. Mas, mudando bem radicalmente de assunto, o que eu quero dizer com isso tudo é: por que eu não posso viver isso? Por que eu não tenho direito a reclamar de marido, a falar de como está absurdo achar uma babá pra tomar conta dos meus filhos, dessas coisas mais simples, mas que eu não sei, nem nunca vivi? Esse é o meu ponto principal: por que eu não posso viver uma história de amor? Não precisa ser conto de fadas, isso não existe.

Acho terrível olhar para trás, pra minha vida mesmo, e não saber se fiz ou não a coisa certa ao acabar um namoro que poderia ter dado em casamento... Eu tenho esse arrependimento... Tive um namorado que era louco por mim, por quem eu não sentia nada (até por que estava saindo de um relacionamento mega enrolado com uma pessoa que se dizia ser meu melhor amigo e me deu uma rasteira que nem gosto de lembrar). Até o dia em que o vi na coluna social dessa cidade provinciana que eu vivo, casado. Aquilo me doeu. Parecia uma traição. Mas quem eu tava enganando? Eu nunca gostei do menino, nunca tivemos nada sério nem mesmo duradouro e mesmo quando estávamos juntos, não tinha uma química nem um entendimento legal entre a gente. Mas o que eu mais lembro nisso tudo, e que talvez tenha me assustado um pouco, é que ele nunca escondeu a vontade de casar. Ele era uns anos mais velhos do que eu, e lembro que com uns dias de namoro ele já tinha me levado pra almoçar com a mãe, pai, cunhado e irmã grávida. Acho que isso me assustou e talvez seja uma das razões de não ter dado certo. Toda vez que penso no assunto casamento, lembro desse menino, lembro que eu poderia estar casada com ele, já até com filhos, mas nunca consigo me responder se eu estaria feliz. Na verdade é uma pergunta que vai morrer comigo e sem uma resposta, infelizmente.

Nesse segundo vídeo, traz a minha esperança. Casamentos longos, duradouros, felizes. Eu sou muito romântica e já sofri muito com isso.
Por mais doloroso que seja às vezes, eu não deixo de sonhar, de querer, de colecionar artigos de revistas e jornais, de ter e guardar idéias, de imaginar como eu quero que seja meu dia.

Obviamente, tenho que esclarecer uma coisa. Eu quero casar claro! Mas quero, acima de tudo, uma companhia, uma pessoa do meu lado que me ajude a tomar as decisões difíceis e fáceis da vida. Quero alguém que vá comigo num show que só eu quero ir por que eu amo aquela banda, quero alguém que adore ficar em casa numa sexta feira de noite, vendo um filme, descansando da semana de trabalho e guardando as energias para no sábado sair com os amigos ou só comigo. Quero alguém que me empurre pra frente, que me mostre os melhores caminhos e que eu possa ajudar também, não só a dizer que calça de xadrez não combina com camisa de estampa, quero ajudar em tudo, sempre. Acho que casamento é isso. Sem falar nos filhos que a vida se encarregará de nos dar, já que a prática também é uma das melhores coisas que um casal pode fazer... (risos)

Finalizo deixando esse vídeo, que na minha opinião, é uma ode ao casamento. Como eu disse lá em cima, eu sei que não é fácil, que não é o sonho que toda menina/mulher quer ter, mas é uma coisa que eu quero ter na vida.

É um vídeo especial, feito especialmente para essa música, da banda Train. O nome da música é "Marry Me"



Que Deus escute minhas preces e me coloque no caminho certo. É só o que peço.


posted by Mari @ 6:34 PM


Segunda-feira, Abril 04, 2011


A Garota Montanha Russa...



Viver na montanha russa tem seu preço.

Hoje estou num dia ótimo. Feliz, sem sono, animada. Como eu deveria estar sempre.
Nem gosto de analisar demais minhas oscilações de humor para não trazer pensamentos analíticos demais que me façam questionar o que estou vivendo e sentindo.
Hoje é sexta feira. Dia da mentira. Eu não menti quanto a nada que disse acima, na verdade, eu odeio mentira.... Mas já peguei umas 5 no "April´s Fool" hoje... (risos)

Que enrolada!
Uma mulher com 31 anos na cara ficar falando de emoções, de pensamentos, de dia da mentira... Uma misturada louca! Mas é a minha realidade. Vivo um dia feliz, um dia triste, um dia melancólica, e sabe-se lá no próximo o que vai ser...
A única coisa que sei hoje, é que preciso e quero sair daqui. Não precisa ser para o resto da minha vida. Preciso respirar. Essa cidade me sufoca, os pensamentos daqui me sufocam.
Esse trabalho, acima de tudo, me deixa sem ar, sem perspectiva.
Se eu disser pra qualquer pessoa hoje, que eu estou onde estou pelo lado financeiro eu não estaria mentindo.
Acho graça por que quando estamos no colégio as orientadoras sempre dizem pra gente escolher o que gosta de fazer como profissão, e engraçado, eu nunca gostei de ser advogada nem nunca gostei de lidar com números, nem de tomar conta de um lugar. Eu amo escrever, pesquisar, estudar, ler muito, ter acesso a cultura de todos os tipos. E o que eu vivo hoje? Presa numa realidade que parece de filme de ficção de tão alternativa que é... Muito louco isso...

Mas mesmo com esse desabafo todo, a verdade é que eu não posso largar meu emprego, não posso parar de trabalhar pra escrever, não posso viver do que eu amo e sonho. Então eu tenho que adequar alguns sonhos à minha realidade e pensar sempre que eu vou conseguir fazer alguma coisa legal um dia. Eu ainda vou ter um livro meu publicado ou ainda vou ser uma agente literária que faça uma descoberta legal.

É isso. Não quero estragar minha sexta feira (que só Deus sabe o que vai ter.... Se vai acabar no baile dos lençóis ou se vai terminar num balada legal) nem muito menos meu bom humor de chegada de final de semana.
Vou parar de pensar muito e deixar a vida me levar. Deixa Zeca Pagodinho reinar, nem que seja até a hora que eu acordar amanhã...

Hasta la vista babies!

posted by Mari @ 4:31 PM


Sexta-feira, Abril 01, 2011


Esse texto não é de minha autoria, mas eu queria começar esse blog, de cunho 100% pessoal, para mostrar a minha motivação de fazer esse blog.
Tem mais gente que se sente como eu no mundo. Eu não estou só. E com um depoimento desse, me senti menos sozinha.
Desculpem-me, não sei o nome da autora. Peguei num Tumblr da vida.



Love Yourself

Uma vez disseram a mim, que eu deveria ser magra, porque as pessoas normalmente não aceitam pessoas acima do peso, e que eu nunca acharia um namorado ou um companheiro dessa forma. E não foi uma vez que disseram isso, infelizmente, eu já ouvi isso de várias pessoas, familiares e até amigos.
Se eles soubessem em como isso interferiu na minha vida, em como isso me martirizou pela grande parte da minha adolescência, o sofrimento que me causou, porque ser ‘gorda’ era quase uma afronta a eles, que eu deveria ser magra e pronto.
Eu me martirizei a minha vida toda com isso, sempre lutando contra balança, mesmo na época em que eu era magra, que era realmente uma atleta, eu não era pelo esporte, era pra ficar magra e bonita pros outros, e eu nunca pensei em mim, nunca, porque podia até se pensar que fosse pela saúde, mas eu não era saudável, como poderia?? Comer fruta durante o dia inteiro não é saudável, ou tomar batidas milagrosas que te fazem perder 5 kgs em uma semana também não é saudável!
Então eu percebi que nunca tive o tal ‘amor próprio’, eu nunca me valorizei como deveria, ser magra, ser gorda, ser loira ou morena, ser padrão, não importa, não importa nada disso, se eu não sou feliz! Se eu não me amo por completo, não importa!
Olhando pro meu ‘espelho’, eu me vejo uma menina normal, cheia de defeitos e amarguras, mas por incrível que pareça, eu me sinto bem, não importa o que os outros digam, eu me sinto bem do jeito que eu sou! Eu quero emagrecer, mas não é apenas pela beleza, é a minha saúde que tá em questão! É o meu amor próprio que tá sendo testado, e não apenas ficar magra porque a sociedade prefere assim!
Eu não me acho bonita, mas to treinando isso, to tentando me encontrar, encontrar meu eixo, meu equilíbrio, e minha inspiração pra esse desabafo, foi assistindo o episódio de GLEE (Home), onde vemos uma menina linda chamada Mercedes, bem acima do peso, tentando se encaixar na realidade da escola, e a cada dia se vendo mais triste, porque não era ela!
O meu pior defeito é a minha a mente! Eu sempre disse isso pra mim, pois é ela que me transforma e me faz me sentir horrível toda manhã, ou achar que todos estão certos, que eu deveria ser magra porque iria conseguir algo a mais… Mas não é assim, a minha mente precisa de segurança, e por estar sempre vivendo de alusões das pessoas e ser tão sensível aos comentários alheios, fico me sentindo horrível a cada olhada de lado, a cada palavra proferida a mim…. Eu quero ser amada, independente da forma física que eu tenha… Eu quero ser amada pela pessoa que eu sou, sem máscaras, sem fantasias…

Eu quero me amar mais e mais…

Eu não poderia ter dito nada melhor do que essa menina hoje. Parecia que eu tava colocando na tela um dos mil textos que passei minha adolescência escrevendo em cadernos velhos, tentando fazer sentido do que sentia e dessa minha vida louca...

Enfim, deixo esse clipe da Pink que eu acho perfeito e fala muito de como agimos e por que agimos quando não nos amamos...



posted by Mari @ 1:17 PM


Quinta-feira, Março 31, 2011
Powered By Blogger TM